A Tribadista

Cientistas da Universidade de New Castle, liderados por Karim Nayernia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo que, em abril do ano passado, demonstrou ser possível transformar células-tronco da medula óssea de homens adultos em espermatozóides imaturos, afirmaram agora à revista New Scientist ter repetido a experiência com células-tronco da medula óssea de mulheres, podendo "abrir caminho para a criação do espermatozóide feminino".

Nayernia acredita que o incipiente esperma feminino, feito de células-tronco da medula óssea de mulheres, através do uso de processos químicos e vitaminas, poderá ser produzido em até 2 anos e que um esperma maduro, capaz de fertilizar óvulos, poderá levar mais 3 anos.

A New Scientist relata ainda uma experiência que está sendo realizada por cientistas brasileiros no Instituto Butantã, em São Paulo, onde os especialistas estariam desenvolvendo óvulos e espermatozóides a partir de uma cultura de células-tronco embrionárias de ratos machos.

A coordenadora da pesquisa, Irina Kerkis, afirmou estar apenas no início do trabalho que pode produzir óvulos masculinos posteriormente inclusive a partir de células da pele. Assim os gays também poderiam ter filhos com 100% de seu material genético. Nesse caso, um dos homens doaria células de sua pele, que seriam transformadas em um óvulo a ser fecundado pelo espermatozóide do parceiro. Uma vez fertilizado, o óvulo seria implantado no útero de uma mulher.

À parte o clima de Admirável Mundo Novo, que certamente se tornará realidade em futuro breve, resta saber como ficará a discussão social sobre o assunto, principalmente vinda dos religiosos. De qualquer maneira, uma pequena grande revolução tecnológica.

Fonte: http://www.umoutroolhar.com.br/saudebeleza_noticias.htm
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Um casal de mulheres espanholas conseguiu na Justiça direito de ter uma criança, biologicamente de ambas, através de método de reprodução assistida. Uma das mulheres doará o óvulo que será fecundado por esperma,colhido em banco de sêmen, e a outra, o útero, onde será implantado o embrião resultante da fecundação.

Toni Meléndez e María Ángeles Zucilla reivindicaram junto à Comissão Nacional de Reprodução Humana Assistida espanhola o mesmo direito garantido a casais heterossexuais e ganharam a parada.

No dia 4 de dezembro, após intenso debate, os 27 membros da organização presentes, composta por magistrados, psicólogos, advogados, médicos, especialistas em bioética e presidentes de sociedades científicas, acordaram consensualmente que não existe nenhum impedimento legal para que as técnicas de reprodução assistida possam ser utilizadas por casais de mulheres.

A resolução beneficiará não só as duas mulheres como também a qualquer outro casal de lésbicas que deseje engravidar e será enviada em breve a todos as secretarias de saúde do país para que sirvam como referência em outros casos análogos.

Fonte: http://www.umoutroolhar.com.br/saudebeleza_noticias.htm
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23/12/2008

BBC Brasil

Para o papa Bento XVI, salvar a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas da destruição.

Em seu discurso de fim de ano para assessores mais próximos e outros funcionários do Vaticano, o papa criticou a teoria de gênero, que considera que as diferenças biológicas desempenham um papel relativamente pequeno nas diferenças reais entre homens e mulheres. Essa teoria, rejeitada pelo Vaticano, diz que a maioria das diferenças é questão de gênero, e não de sexo, sendo formada e cultivada socialmente.

A teoria de gênero é defendida por grupos gays e transexuais como chave para a tolerância. A Igreja Católica considera pecado o ato homossexual, mas não o homossexualismo.

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=20874

Comentário pessoal: ¬¬
A Tribadista

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Sappho em Cena Web TV
Conheça a primeira TV para dykes da internet brasileira
Por Anna Vencato
Publicado em 31/1/2008 às 18:50

Há cerca de dez anos, a gaúcha Danielle Mordini é editora do site lésbico Labris. Na esteira do site, outros projetos surgiram. O principal deles foi o Sappho em Cena, uma mostra de vídeos com temática lésbica que aconteceu em Florianópolis mensalmente ao longo de dois anos.

Atualmente, ela tem se dedicado a outros projetos, como a produção e direção do projeto Sappho em Cena Web TV, um programa online e totalmente brasileiro que tem por por objetivo discutir assuntos relacionados ao cotidiano sáfico, além de divulgar dicas culturais e de entretenimento.

O programa também trará em suas edições episódios do documentário “Falando de Mulheres e Amores”. Filmado em Porto Alegre e Florianópolis, este documentário conta um pouco das experiências de mulheres que amam mulheres no que diz respeito a sexo, relacionamentos, casamentos e desejo. Atualmente, a Sappho em Cena Web TV pode ser assistida no site labris.org – ou diretamente no YouTube.

A seguir, confira a entrevista que o Dykerama.com realizou com a responsável por este projeto, Danielle Mordini.

Dykerama - Quando começou o projeto e por quê?

Danielle - O projeto Sappho em Cena teve início como uma mostra de cinema lés em Florianópolis. O objetivo do projeto era promover a visibilidade lésbica através das artes e da cultura. Depois de dois anos de mostra, com um público mensal de aproximadamente 80 mulheres, a organização do evento decidiu mudar de rumo um pouquinho e tentar alcançar um número maior de mulheres. Havia também a necessidade de dar voz ao público alvo de forma a promover mais discussão e reflexão sobre temas do cotidiano. Nasceu então a idéia de um programa de Web TV.

Dykerama - Quem está envolvido nele?

Danielle - A direção e conceção é de Danielle Mordini. Cada episódio do programa conta com produtoras e pauteiras váriadas.

Dykerama - O que as pessoas podem encontrar no Sappho em cena Web TV?

Danielle - As pessoas poderão encontrar dicas culturais, de entretenimento e bate-papos sobre temas do cotidiano sáfico. Além disso, poderão assistir aos episódios do documentário “Falando de Mulheres e Amores”, que reúne as visões de várias mulheres que amam mulheres sobre amor, relacionamentos, ciúmes, sexo, desejo e outras facetas da realidade lésbica.

Dykerama - Por que escolheram este nome?

Danielle - Sappho foi uma poetisa grega, habitante da Ilha de Lesbos (percebem a relação?), que defendeu a alfabetização e educação formal para as mulheres em uma época que estas não tinham direito à cidadania. Quando a mostra de cinema foi idealizada, o nome Sappho remetia aos propósitos do evento. Como o programa de tv tem objetivos similares, o nome pareceu apropriado.


Dykerama - Por que optaram pela internet na transmissão?

Danielle - A internet é barata e democrática. O programa quer atingir o maior numero possível de mulheres e a net é o meio ideal para isso.


Dykerama - Quem é o público-alvo do programa?

Danielle - Todas as lésbicas que curtam cultura, entretenimento e que queiram discutir e participar dos debates acerca dos temas abordados pelo programa.


Dykerama - Qual é a programação e a periodicidade do Sappho em Cena?

Danielle - Não temos uma grade fixa. Creio que pode-se esperar o proximo episódio para daqui uns 20 dias. O único quadro fixo do programa é o documentário Falando de Mulheres e Amores.


Dykerama - É a primeira iniciativa de uma TV para lésbicas na internet brasileira?

Danielle - Que saibamos, sim. A iniciativa é inovadora e pioneira.


Dykerama - O conteúdo é de caráter profissional. Como vocês gravam e editam o programa? É tudo caseiro ou vocês mantém parcerias?

Danielle - O programa conta com uma equipe profissional. A diretora tem 5 anos de trabalho em telejornais, filmes de publicidade e de ficção. A qualidade profissional se dá pela preocupação com o aspecto técnico do programa e a experiencia da diretora nesta área.

Dykerama - Vocês pretendem ampliar a visibilidade do programa? De que forma? Televisão?

Danielle - Não pensamos em televisão. Não por enquanto, pelo menos. A internet atente muito bem aos propósitos do programa.

Dykerama - Quais os planos para o futuro do programa?

Danielle - Podemos afirmar no momento que o programa existirá por mais 5 edições. O que acontecerá a partir daí ainda é um mistério. Temos a vontade de continuar, mas se teremos a oportunidade, a energia e o público é algo que só o tempo poderá dizer. Um dia de cada vez é o lema de nossa equipe.

Fonte: Dykerama